A primavera tecnológica aproxima-se a passos largos e, como já é apanágio no ecossistema da maçã, os corredores começam a fervilhar com o que aí vem. O grande protagonista para os meses de março ou abril será, sem grande margem para dúvidas, o iPhone SE 4. Durante algum tempo, o design do equipamento parecia ser um dossiê fechado na cabeça dos analistas, mas uma recente fuga de informação atirou o baralho ao ar e mudou completamente a perspetiva sobre a estética do modelo mais acessível da marca.
Havia quem metesse as mãos no fogo apostando num ecrã com uma simples notch, alicerçados na tese de que a Apple iria reciclar o chassis do iPhone 14. Contudo, uma imagem partilhada pelo conhecido Evan Blass veio trazer uma dose valente de incerteza a este tema, revelando a presença da Dynamic Island bem no centro do ecrã. A confirmar-se, esta decisão vai finalmente uniformizar a linguagem visual de toda a linha de smartphones da fabricante.
A paragem na estética frontal não desvia as atenções do painel traseiro, onde a mesma imagem de Blass aponta para a resistência de uma única câmara, agora alojada num módulo vertical com o flash LED estrategicamente posicionado por baixo. E se a nomenclatura andou pelas ruas da amargura, com rumores a sugerir um bizarro “iPhone 16E”, vestígios de código vêm dar razão à lógica: o nome será mesmo iPhone SE 4.
O verdadeiro triunfo deste modelo não está apenas no nome, mas no fosso tecnológico que o separa da geração anterior: estamos a falar do primeiro SE a receber um ecrã OLED de 6,1 polegadas, 8 GB de RAM e Face ID. A câmara traseira abandona os velhinhos 12 MP e dá um autêntico salto de gigante para um sensor de 48 MP.
Mas se a primavera promete massificar a tecnologia de Cupertino, o outono prepara-se para ser um autêntico estrondo. O moinho de rumores já trabalha a todo o gás para o iPhone 18 Pro, apontado para setembro de 2026, e a Apple parece estar a afiar as garras para lançar uma verdadeira besta no mercado. Tentar acompanhar esta roda-viva anual é quase um trabalho a tempo inteiro, ainda para mais numa altura em que as marcas concorrentes andam obcecadas em espetar a palavra “AI” em tudo o que mexe.
A gigante tecnológica já abriu o jogo e revelou os seus grandes trunfos de inteligência artificial na WWDC 2026. Agora, o foco recai inteiramente em como esse software vai ser empurrado por um hardware desenhado à medida. Uma mudança estrutural profunda parece estar na calha: os fornecedores das linhas de montagem dão conta de que a Apple atirou o lançamento dos modelos base — o iPhone 18 normal, o muito falado Air 2 e o 18e — para a primavera de 2027. Ou seja, em setembro de 2026, o palco ficará totalmente desimpedido para os autênticos pesos pesados. O iPhone 18 Pro, o Pro Max e, quiçá, aquele mítico dobrável, serão as únicas novidades nas prateleiras, numa manobra agressiva para bater de frente com a elite da Samsung.
Visualmente, o que está a virar cabeças nos protótipos vazados é a adoção de um acabamento vinho Dark Cherry. Este tom traz uma sobriedade e maturidade que limpam completamente o palato após aquele Cosmic Orange com ar de cenoura do ano passado. Mas os puristas que gostam de usar o telemóvel sem capa vão ter de andar com cuidado redobrado. O regresso ao chassis de alumínio anodizado garante uma dissipação de calor fantástica, essencial para as novas exigências de processamento, mas ressuscita aquele pesadelo estético da tinta a descascar com facilidade aos primeiros toques.
Debaixo do capô, estamos perante uma arquitetura de meter respeito. A transição histórica para o processo de fabrico de 2nm da TSMC com o chip A20 Pro não é cosmética: vai desbloquear uma margem de manobra brutal em termos de eficiência, estendendo a autonomia da bateria e dando o músculo necessário para a SiriAI brilhar. Juntem a isto uma arquitetura de câmaras com abertura variável real e uma Dynamic Island que encolheu para libertar espaço no ecrã.
Quanto a contas, não há grandes ilusões. Sabendo que este hardware é construído para ser a elite da elite, a tabela de preços não vai recuar. Tendo em linha de conta o salto que levámos com a gama premium no guia de lançamento do iPhone 17 (mesmo com o modelo base a estagnar nos habituais 1.399 dólares australianos), quem quiser deitar as mãos a este Pro de 2026 já sabe que a brincadeira vai sair cara.
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