Univ. Oxford defende toma da segunda dose 12 semanas depois da primeira

Estratégia de vacinação britânica, da toma da segunda dose da vacina 12 meses depois da primeira dose, foi “validada” por estudo da U. Oxford.

O governo britânico defendeu hoje que um estudo da Universidade de Oxford sobre a vacina AstraZeneca para a covid-19 valida a decisão de retardar a segunda dose, estratégia rejeitada pela União Europeia e Estados Unidos.

A campanha de vacinação do Governo britânico prevê a administração da segunda dose da vacina cerca de 12 semanas depois da primeira dose, para maximizar a quantidade de pessoas com alguma proteção, pelo menor período de tempo possível.

Os mais recentes ensaios clínicos indicam que a vacina AstraZeneca, também usada em países da União Europeia como Portugal, tem uma eficácia de 76% depois da primeira dose e de 82% depois da segunda dose, se esta for injetada num intervalo de pelo menos 12 semanas.

Matt Hancock, secretário britânico para a Saúde, afirmou que o estudo “valida a estratégia seguida” pelo Governo de Boris Johnson, de retardar a administração da segunda dose, o que tem sido considerado arriscado por outros países europeus.

Mais reticente, Stephen Evans, da Faculdade de Higiene e Medicina Tropical de Londres, disse que a sugestão de que uma única dose oferece proteção até 12 semanas é “útil mas não definitiva”.

Hoje, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou que mais de 10 milhões de pessoas receberam pelo menos uma dose de uma das várias vacinas contra a covid-19, no Reino Unido, e que quase meio milhão de pessoas já receberam ambas as injeções.

Nos Estados Unidos, o principal perito em doenças infecciosas, Anthony Fauci, também se mostrou contra o adiamento da segunda dose da vacina.

Os Estados Unidos, adiantou, irão “seguir a ciência” e os dados dos ensaios clínicos.

As duas doses das vacinas usadas nos Estados Unidos, Pfizer e Moderna devem, respectivamente, ser dadas com intervalos de três e quatro semanas.

Os fabricantes das três vacinas indicaram que a eficácia em ensaios clínicos variou entre 70% e 95%, mas não está ainda determinado se a vacina é capaz de suprimir a transmissão do vírus – isto é, se um indivíduo inoculado pode continuar a propagar a covid-19 a outros.

O novo estudo da Universidade de Oxford indica que também a transmissão é reduzida com a vacinação, dado que o nível de testes positivos de covid-19 para indivíduos vacinados foi 67% abaixo do de não-vacinados.

A farmacêutica AstraZeneca anunciou hoje que os dados da fase final de ensaios clínicos da eficácia da sua vacina indicam que esta dá “100% de proteção” para casos graves, hospitalizações e mortes.

Em comunicado divulgado pela farmacêutica, o vice-presidente executivo, Mene Pangalos, afirma que os novos dados “voltam a confirmar que a vacina (AstraZeneca) previne casos graves e mantém as pessoas fora do hospital”.

 

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