Gripe. Governo disponibiliza 10 mil doses de vacinas para farmacêuticos

Sobre a falta de resposta aos pedidos de vacinas contra a gripe por parte de algumas farmácias, o Governo pede serenidade à população.

20 Outubro, 2020

O Governo disponibilizou 10 mil doses de vacinas da gripe para os profissionais das farmácias comunitárias na primeira semana da segunda fase da campanha de vacinação, informou o secretário de Estado e Adjunto da Saúde.

“Foram disponibilizadas 10 mil doses para os farmacêuticos de farmácias comunitárias para durante esta primeira semana de vacinação”, disse António Lacerda Sales, durante a conferência de imprensa sobre a pandemia da Covid-19 em Portugal nesta segunda-feira.

As vacinas para os profissionais chegam às farmácias na semana em que arranca a segunda fase da campanha de vacinação contra a gripe, que começou com o alargamento da vacinação gratuita a pessoas com 65 ou mais anos e pessoas com doenças crónicas.

Questionado sobre a falta de resposta aos pedidos de algumas farmácias, o governante recordou que a disponibilização das vacinas é gradual e dividida em tranches e, por isso, apelou à serenidade e tranquilidade da população, assegurando que todas as pessoas incluídas na campanha vão ser vacinadas.

A campanha de vacinação do Serviço Nacional de Saúde arrancou em 28 de setembro, com uma primeira fase que incluiu apenas as faixas da população consideradas prioritárias, como residentes em lares de idosos, grávidas e profissionais de saúde e do setor social que prestam cuidados.

Na segunda fase, que começou nesta segunda-feira, a vacina passa a ser também administrada a outros grupos de risco: pessoas com 65 ou mais anos e pessoas com doenças crónicas.

A propósito da campanha de vacinação, António Lacerda Sales referiu ainda que no âmbito dos acordos celebrados com o Governo, aderiram 75% do total de farmácias a nível nacional, permitindo a cobertura em 256 concelhos (cerca de 92%).

“Neste contexto de emergência sanitária, trata-se de uma medida inovadora e complexa, do ponto de vista de logística, mas estamos em crer que, apesar de tudo, irá correr bem”, sublinhou o secretário de Estado.

O objetivo, acrescentou, é também que este seja um programa dinâmico que venha a envolver o maior número possível de farmácias, assegurando a cobertura em todo o território “num processo de equidade e de coesão territorial”.

Habitualmente, a campanha de vacinação começa apenas em 15 de outubro, mas este ano arrancou mais cedo devido à pandemia de Covid-19.

eV/SO

 

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