Dia Mundial da Pneumonia: Prevenir em tempo de pandemia

No dia Mundial da Pneumonia, o Prof. José Alves, médico pneumologista e presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão relembra a importância da vacinação nos doentes de risco e deixa um apelo para que se leve esta doença a sério.

Enquanto o mundo espera uma vacina para a COVID-19, devemos apostar no reforço do nosso sistema imunitário evitando aquilo que é possível evitar: doenças graves, como a Pneumonia, podem ser prevenidas através de vacinação.

No combate à pandemia, todos demos ter um papel ativo. Contrair uma Pneumonia será sempre grave, mas contraí-la enquanto vivemos uma pandemia, é muito pior. A época de outono/inverno é, por norma, uma época em que o número de casos de internamento por Gripe e Pneumonia é maior, juntando-se, este ano, os infetados com COVID-19.

O cenário é alarmante, devemos evitar a sobrecarga adicional dos serviços de saúde e dos equipamentos disponíveis. A vacinação antipneumocócica pode desempenhar um papel fundamental. Mais que nunca, devemos evitar as Pneumonias. Ao apostarmos na vacinação, para além de reforçarmos o nosso sistema imunitário e fortalecermos a nossa saúde individual, estamos a beneficiar saúde pública e a contribuir para a redução do número de internamentos e de mortes evitáveis.

Existe uma norma da Direção Geral da Saúde que recomenda a vacinação antipneumocócica a todos os adultos pertencentes aos grupos de risco. São eles as crianças, os mais idosos, pessoas a partir dos 65 anos, e os doentes crónicos. A vacina é gratuita para as crianças e para grupos de alto risco, para quem está no Programa Nacional de Vacinação, mas a sua eficácia está comprovada em todas as faixas etárias, desde as 6 semanas de vida. O Estado comparticipa esta vacina apenas em 37% e, no caso dos adultos, basta uma única dose.

No Dia Mundial da Pneumonia, apelamos a que se leve esta doença a sério e a que cada um faça a sua parte. Aconselhamos, também, a que, para além da vacinação antipneumocócica, se aposte na vacinação antigripal e se cumpram medidas preventivas como o uso de máscara, o controlo de doenças associadas, o abandono de hábitos como o tabagismo ou o alcoolismo, e a adoção de práticas saudáveis, incluindo o exercício físico, uma alimentação equilibrada ou a ingestão de líquidos, a par da fundamental higienização regular das mãos.

eV/JoséAlves

 

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