Bayer junta-se à Curevac para vacina na última fase de testes

Empresa espera ter até final de março os primeiros resultados do estudo clínico de fase 3 da vacina.

A gigante químico-farmacêutica Bayer anunciou uma parceria com a farmacêutica alemã Curevac para a apoiar no desenvolvimento da sua vacina contra a covid-19, atualmente na última fase de testes clínicos. Empresa espera ter até final de março os primeiros resultados do estudo clínico de fase 3 da vacina.

As duas empresas “firmam um acordo de colaboração e serviço (…) para apoiar a CureVac em muitas áreas”, incluindo a produção e comercialização de uma vacina, facilitando “o fornecimento de várias centenas de milhões de doses “, indica a Bayer, em comunicado, sem especificar as verbas envolvidas.

A CureVac, com sede na cidade alemã de Tuebingen, disse no mês passado que espera ter até final de março os primeiros resultados do estudo clínico de fase 3 da vacina candidata baseada na tecnologia de RNA (ácido ribonucleico) mensageiro, chamada CVnCoV.

O RNA mensageiro, ou mRNA, é a sequência codificada para um antígeno (substância que desencadeia a produção de anticorpos) específico da doença, que leva o corpo a ter uma resposta imune.

A Comissão Europeia já assinou contrato com esta ‘start-up’ alemã especializada em RNA mensageiro, para a compra de 405 milhões de doses, e o banco estatal alemão KfW adquiriu no ano passado uma participação de 23% na CureVac.

O comunicado da Bayer diz que a companhia “apoiará o desenvolvimento, o fornecimento e as principais operações territoriais” relativas a esta vacina.

A Bayer apoiará a CureVac com operações nos países da União Europeia e “mercados adicionais selecionados” e tem opções para se tornar “titular da autorização de comercialização” em outros mercados fora da Europa, acrescenta.

Franz-Werner Haas, presidente executivo da CureVac, citado no texto, diz que espera que esta aliança ajude a “tornar a vacina candidata CVnCoV ainda mais disponível para o maior número de pessoas possível”.

Em entrevista à AFP em dezembro, Haas explicou que apostava numa vacina contra a Covid-19 mais fácil de armazenar do que as dos seus principais concorrentes, a dupla Pfizer/BioNTech e a empresa Moderna, cujos produtos foram os primeiros a receber autorizações de comercialização.

A vacina candidata da CureVac permanece estável por pelo menos três meses na temperatura de um frigorífico, disse Haas. Na sua atual versão, a vacina da Pfizer/BioNTech deve ser armazenada a -70 graus e a da Moderna a -20 graus.

A vacina da Pfizer/BioNTech também é baseada “na tecnologia de RNA mensageiro” e está autorizada para uso em mais de 45 países, incluindo a Grã-Bretanha, os Estados Unidos e na UE.

 

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