Vacinação deve ser alargada a centros próprios e farmácias

No entanto, alargamento só deve ser concretizado no segundo trimestre, quando aumentar a quantidade de de vacinas recebidas em Portugal.

O aumento do ritmo de vacinação contra a covid-19 a partir do segundo trimestre deve contemplar a inclusão de outras plataformas, como centros de vacinação e farmácias comunitárias, admitiu a ministra da Saúde, Marta Temido.

Estamos a equacionar a utilização de centros de vacinação”, afirmou a governante no final da reunião no Infarmed, em Lisboa, entre especialistas, governantes e o Presidente da República sobre a evolução da pandemia.

“Adicionalmente, a vacinação noutros pontos – as farmácias comunitárias -, será num momento que não este, em que ainda nos confrontamos com escassez de vacinas e condicionalismos referentes ao próprio armazenamento e distribuição”, completou.

De acordo com Marta Temido, o plano de vacinação “continua a correr conforme planeado”, reiterando que os números transmitidos pelo coordenador da ‘taskforce’, o vice-almirante Gouveia e Melo, permitem a Portugal manter-se “em linha com os objetivos europeus” para este ano.

“Desde logo, garantir que no final do primeiro trimestre conseguimos ter 80% das pessoas com mais de 80 anos e das pessoas que trabalham no setor da saúde ou no setor social no apoio a cidadãos vulneráveis vacinadas; depois, até ao final do verão, termos 70% dos nossos cidadãos vacinados”, observou.

 

Portugal deve vacinar 100 mil pessoas/dia no segundo trimestre

 

Na reunião do Infarmed, Gouveia e Melo notou que se se confirmarem as expectativas de entregas de vacinas para os próximos meses, o país poderá avançar para um ritmo de 100 mil inoculações diárias e que, perante a concretização dessa maior velocidade, a imunidade de grupo – em torno dos 70% da população – poderia ser alcançada já em agosto.

Paralelamente, Marta Temido garantiu que a operacionalização da nova estratégia de testagem contra o vírus SARS-CoV-2 está em marcha e entra em vigor a partir da meia-noite, conforme estipulado pela atualização da norma da Direção-Geral da Saúde, e depois de o SNS24 ter atualizado os algoritmos para que todos os contactos, independentemente do nível de risco, tenham uma requisição para a realização de teste.

“Portugal continua a ser o sétimo país da União Europeia que mais testes realiza por milhão de habitantes. Está muito próximo de Bélgica e Espanha. Portugal teve no mês de janeiro a sua maior média de testes por dia e fevereiro foi o terceiro melhor mês desde o início da pandemia. Sabemos que há uma tendência para que a redução da incidência seja acompanhada de uma redução de testes”, finalizou, desvalorizando a quebra registada no número de testes realizados nos últimos dias.

Nesse âmbito, a ministra da Saúde revelou também que os testes PCR com saliva são uma opção que “está em cima da mesa e será mais um contributo nesta fase” e que está a ser preparada uma norma, uma vez que esse produto “já é reconhecido pelo Infarmed”.

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