Cerca de 50% da vacinação da meningite foi cancelada ou adiada

Segundo um inquérito online conduzido pela GSK ao longo de 12 meses em vários países, cerca de 50% das consultas para vacinação contra a meningite foram canceladas ou adiadas.

7 Abril, 2021

Debater o impacto da pandemia na prevenção de doenças infeciosas foi o objetivo do evento virtual organizado pela farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK), cujo mote foi “Prevenção da Meningite: o impacto da pandemia”.

Neste evento foi apresentado um estudo que demonstra o real impacto da pandemia na proteção das crianças e adolescentes contra algumas das principais doenças infeciosas, tais como a meningite.

Segundo um inquérito online conduzido pela GSK ao longo de 12 meses em vários países (EUA, Reino Unido, Itália, França, Alemanha, Argentina, Brasil e Austrália), cerca de 50% das consultas para vacinação contra a meningite foram canceladas ou adiadas.

Este é um facto que preocupa pais e encarregados de educação, mas sobretudo os pediatras a nível mundial.

O pediatra alemão e especialista em vacinas pediátricas Michael Horn, afirma que os pais o questionam sobre a eficácia das vacinas, mas sobretudo a segurança das mesmas.

“O que eu explico é que a as vacinas que temos são os mais sofisticados dispositivos médicos de que dispomos atualmente. A criança ter uma pequena dor na zona de aplicação da vacina, ou um ligeiro aumento de temperatura, são sintomas completamente normais. Isso significa que o organismo está a produzir anticorpos contra esse agente, e é exatamente isso que se pretende com a vacinação”, explica.

O Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento de Vacinas da GSK, Ennio De Gregorio, explanou sobre as várias técnicas que existem hoje em dia no que concerne à produção de vacinas, especificando ainda quais as principais diferenças entre a produção da vacina contra a meningite e a mais recente produção de duas das vacinas existentes contra a covid-19.

“A vacina contra a meningite e a vacina contra o SARS-CoV-2 realmente não podem ser comparadas, pois num caso injetamos a proteína [meningite] e no outro caso injetamos código genético que vai fazer com que essa proteína seja produzida no organismo [covid-19]. Mas tanto uma como outra têm um perfil de segurança excelente”, explicou.

“A vacina da meningite utiliza uma ‘fórmula’ clássica e simples, recorrendo basicamente à combinação de proteínas, mas existem outras vacinas pediátricas que são criadas através de life attenuated virus. Isto que significa a vacina contém o vírus vivo, mas em quantidades tão pequenas que não refletem qualquer problema à saúde humana. Em termos de riscos, não existe qualquer risco de infeção provocado pela vacina, sendo esta muito segura e extramente aconselhável”, acrescentou.

Para Cristina Regojo, sobrevivente de meningite e presidente da Associação Espanhola de Meningite, a função de consciencialização relativamente à vacinação a nível mundial passa pela utilização de uma linguagem fácil, bem como por uma explicação sobre o modo de acão das vacinas.

“Tento aumentar a consciencialização das pessoas e a comunicação que se utiliza para explicar o modo de funcionamento e prevenção obtida através das vacinas é muito importante. Muitas pessoas têm ainda dúvidas quanto à eficácia da vacinação por não saberem ao certo o impacto que esta tem no organismo”.

A Diretora de Assuntos Médicos Globais, Francesca Ceddia, frisou a importância da relação entre a eficácia e os benefícios, relativamente aos reduzidos riscos que a vacinação pode provocar.

“Para as vacinas serem administrada, significa que o benefício supera sempre grandemente o risco que a vacina possa suscitar. Se tiver meningite meningocócica tem um décimo de chances de morrer e um quinto de probabilidade de ter severas consequências, tais como a necessidade amputação)”, afirmou Francesca Ceddia.

“Os médicos têm a tarefa de explicar à população a eficácia das vacinas, a indústria farmacêutica tem a necessidade de demonstrar os factos reais, enquanto que a comunicação social deve passar essa mesma informação, de modo a transmitir confiança à população”, concluiu.

 

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